Equipamentos de Estimulação Magnética Transcraniana colocam Universidade na vanguarda da pesquisa em neurociências no Centro-Oeste

Divulgação FCTS

 

Pessoas que sofrem de ansiedade crônica, depressão resistente, Parkinson ou estão em reabilitação após AVC terão acesso a uma terapia inovadora que estimula diretamente o cérebro, sem medicamentos ou cirurgia invasiva. A tecnologia de Estimulação Magnética Transcraniana (TMS), desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS) da Universidade de Brasília em Ceilândia, permite tratar essas condições com alta precisão e abre caminho para pesquisas inéditas sobre plasticidade cerebral, controle motor e reabilitação funcional.

 

Em outubro, a faculdade recebeu equipamentos para montar um laboratório de ponta para diagnóstico e tratamento cerebral. A conquista é fruto de uma parceria estratégica entre ciência e poder público, que envolveu articulação da reitoria e as parlamentares Leila do Vôlei (senadora) e Dayse Amarilio (deputada distrital), responsáveis pelos recursos para aquisição dos equipamentos.

 

“Esta conquista mostra o quanto a parceria entre a ciência, a Universidade e o poder público pode gerar resultados concretos para a sociedade”, comenta a reitora Rozana Naves. “A UnB tem compromisso com a produção de conhecimento que melhora vidas, e a chegada desses equipamentos à FCTS fortalece a nossa atuação em saúde, inovação e formação de profissionais qualificados”, celebra a gestora.

 

“Quando a gente destina recursos para a pesquisa, está investindo em qualidade de vida. Esses recursos permitem que o trabalho dos pesquisadores avance e que o conhecimento produzido aqui se transforme em esperança para quem enfrenta doenças sérias como depressão, que afeta tantas pessoas, ou Parkinson, que ainda é um desafio para a medicina”, corrobora a senadora Leila.

 

A deputada Dayse Amarilio é mais uma a demonstrar entusiasmo com os frutos da parceria: “É com grande satisfação que testemunhamos a materialização deste laboratório de neurociências na UnB Ceilândia, uma verdadeira revolução para a saúde do Distrito Federal. Foi a força da parceria entre a ciência e o poder legislativo que permitiu esse avanço para a saúde pública. Isso reflete o nosso compromisso com a dignidade e a qualidade de vida da nossa gente”.

 

Para o coordenador do Núcleo de Excelência em Pesquisa em Reabilitação e Desempenho Funcional Humano, professor João Luiz Quagliotti Durigan, trata-se de um marco histórico que transcende os limites institucionais. "Estamos criando um legado de transformação do conhecimento científico e tecnológico no contexto da saúde para o Distrito Federal."

 

Os novos equipamentos permitem realizar estimulação cerebral de alta precisão, contribuindo para investigações sobre plasticidade cortical, reabilitação funcional e controle motor. Uma das unidades será utilizada para diagnóstico neurológico e a outra, para tratamentos clínicos com comprovada evidência científica.

 

“A TMS amplia nossa capacidade de compreender e intervir em mecanismos que regulam o movimento e o desempenho humano”, explica Durigan. O entendimento do líder de pesquisa é que a chegada dos equipamentos à FCTS coloca a UnB na vanguarda da neurociência no Centro-Oeste.

 

O diretor da FCTS, professor João Paulo Chieregato, visitou as novas instalações e expressa otimismo com a sequência das pesquisas. "Estamos muito confiantes no potencial desses equipamentos. Eles fortalecem nossa capacidade de pesquisa e inovação e contribuem de forma decisiva para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação mais engajados com a ciência, com práticas baseadas em evidências e com o cuidado ético e humano das pessoas", diz.

Estudantes e professores realizam experimentos com equipamento de Estimulação Magnética Transcraniana. Foto: Divulgação FCTS

 

TECNOLOGIA – Utilizando campos magnéticos precisos, a tecnologia estimula regiões específicas do cérebro, permitindo que médicos e pesquisadores avaliem o funcionamento cerebral e tratem condições que vão da depressão resistente até o Parkinson, ampliando a capacidade de compreender e intervir em mecanismos que regulam o movimento e o desempenho humano.

 

Pacientes com depressão que não respondem aos tratamentos convencionais, pessoas com ansiedade crônica, vítimas de AVC em processo de reabilitação motora, portadores de Parkinson e até mesmo quem sofre com dor neuropática crônica poderão se beneficiar da tecnologia. Mas o impacto vai além da assistência.

 

Os laboratórios da FCTS abrem caminho para pesquisas inéditas sobre plasticidade cerebral, excitabilidade cortical e mecanismos de reabilitação. "Queremos investigar fatores fisiológicos e biomecânicos relacionados a disfunções musculoesqueléticas e propor processos de reabilitação baseados em evidências científicas sólidas", detalha Durigan.

 

IMPACTO – A chegada dos equipamentos representa também uma revolução na formação de recursos humanos. Estudantes de graduação e pós-graduação em fisioterapia, farmácia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, enfermagem e medicina terão acesso a uma tecnologia que antes só conheciam em livros ou congressos internacionais.

 

"Estamos falando de capacitação profissional em altíssimo nível", ressalta Durigan. A expectativa é que o acesso estimule a produção científica de ponta, atraia pesquisadores e consolide cooperações com centros internacionais de renome, como as universidades de Alberta e Delaware, no Canadá e Estados Unidos, e institutos de pesquisa na França.

 

Durigan reforça que o impacto socioeconômico é real. “Estamos melhorando a assistência à saúde da população do DF com base em ciência de qualidade", argumenta o coordenador. Entre os resultados esperados estão a melhoria na qualidade das atividades de pesquisa e extensão, aumento na produção científica de alto nível, desenvolvimento técnico-científico e inovação em saúde, consolidação de cooperações nacionais e internacionais, formação de recursos humanos qualificados e disseminação de conhecimento para profissionais de saúde através de cursos e parcerias com o SUS.

 

Com a consolidação do núcleo, a Universidade de Brasília reforça seu compromisso com a ciência de qualidade, a inovação tecnológica e a redução das desigualdades regionais em pesquisa e desenvolvimento. Com investimento em tecnologia de ponta, parcerias estratégicas e foco na formação de profissionais qualificados, a UnB Ceilândia consolida sua vocação como polo de excelência em saúde e reabilitação. E, de quebra, coloca o Centro-Oeste no mapa das neurociências brasileiras.

 

*com informações das assessorias da senadora Leila, da deputada Dayse Amarilio e da equipe de pesquisadores.

 

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